INPE alerta para o aumento das queimadas no Brasil

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Os incêndios no Brasil aumentaram 85% entre 2009 e 2010, comparando o período entre 1º de janeiro e 12 de agosto, informa o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em 2010, aconteceram neste período 25.999 focos de incêndio. Foram 14.019 em 2009.

Os Estados com mais queimadas foram Mato Grosso, com 6.693; Tocantins, com 4.210; Pará, com 2.526; e Bahia, com 2020. O Mato Grosso teve aumento neste ano de 91% nos incêndios. Os dados são baseados no satélite de referência utilizado pelo instituto, o NOAA-15. Vários satélites estão à disposição do Inpe, mas este foi escolhido pelo órgão por critérios de precisão, estabilidade, sensor e possibilidade de continuidade . O satélite americano também mede as ocorrências de incêndios em outros países sul-americanos.

Os campeões de queimadas depois do Brasil foram o Paraguai, com 3.592; a Bolívia, com 2.316; e a Argentina, com 1.216 focos de incêndio em 2010. Nestes três vizinhos, o maior aumento foi na Bolívia, com 53% sobre 2009.

Municípios
Nesta sexta-feira (13), o Inpe detecta 15.183 focos de incêndio em todo o Brasil. Mas sua assessoria de comunicação avisa que os dados diários são mais imprecisos, e o relatório anual faz a consolidação. O tempo seco e a baixa umidade do ar têm prejudicado alguns municípios com números alarmantes de focos de incêndios. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda atenção por parte dos gestores para esses casos.

Segundo o meteorologista Manoel Rangel, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a chegada de uma nova frente fria ao país, neste final de semana, não deve alterar a situação. “Não temos previsão de mudanças significativas na atual condição ao menos até a segunda quinzena de setembro. E as pancadas de chuva provavelmente só serão vistas no mês de outubro”, disse. Segundo ele, não há anormalidade na situação climática vivida pelos moradores da região. No início da semana, Palmas (TO), registrou umidade de deserto, 11%. Em Marcelândia (MT), 112 casas e 17 industrias madeireiras foram totalmente destruídas por incêndios e outros 12 prejudicadas. Os prejuízos podem chegar a R$ 10 milhões.

Somente nos últimos dois dias, 83 focos ocorreram na região. Segundo relatos do prefeito Adalberto Diamante, a preocupação é para não deixar o vento espalhar os novos focos de incêndio. “O fogo já está contido. Recebemos apoio do governo estadual e estão aqui a defesa civil e os bombeiros”, assegurou à associação.

O gestor confirma os dados do Inpe de que em São Félix do Xingu, nos últimos dois dias, houve 1.163 focos de queimada. “Aqui a situação está incontrolável. Nossa secretaria de meio ambiente não tem mais como controlar tudo sozinha”, disse. O Município não possui Corpo de Bombeiros e, conforme contou o prefeito, o governo estadual não ajudou em nada até o momento.

Fonte: Folha.com
         Ambientebrasil

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